segunda-feira, 19 de outubro de 2009

SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS

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Introdução
Não há segunda oportunidade quando se trata do fogo

Os incêndios relacionados com o trabalho causaram a morte a centenas de pessoas e danos a um grande nº delas. No entanto, o fogo produzido no local de trabalho provoca tragédias que podem ser evitadas.

Com este trabalho espero ficar a saber um pouco mais como evitar e prevenir os incêndios, e dar a conhecer as suas medidas.

Elementos do fogo
Podemos pensar no fogo como uma pirâmide, onde cada um dos seus lados representa um elemento diferente do mesmo. Para um fogo se reproduzir e necessário que se reúna os seguintes elementos:

Combustível: pode ser sólido, líquido ou gasoso;
Oxigénio: ainda que 21% do ar que respiramos seja composto por oxigénio, para começar o fogo requer apenas 16% de oxigénio da atmosfera;

Calor: e o que fornece a energia necessária para que os materiais combustíveis gerem vapores suficientes de maneira a que inicie a combustão;Reacção: quando o combustível, o oxigénio e o calor se combinam em quantidades correctas e nas condições apropriadas, produz-se uma reacção química em cadeia que dá origem ao fogo.
Sem um destes elementos o fogo não se poderá produzir.

Classes do fogo:
Os fogos classificam-se de acordo com os materiais ou classes de objectos que ardem.
A norma europeia EN2 1992 aprovada pelo CEN (comité europeu de normalização) classifica os fogos da seguinte maneira:

Classe A: produzidos por combustíveis sólidos, como madeira, o papel, carvão, etc. Cuja combustão realiza-se (normalmente) com a formação de brasasClasse B: produzidos por líquidos inflamáveis e sólidos liquidificáveis como a gasolina, a querosene, tintas, dissolventes de tinta, etc.
Classe C: produzidos por gases inflamáveis tais como metano, propano, gás natural, etc.
Classe D: produzidos por metais como o magnésio, o titânio, o potássio ou sódio.Estes metais ardem a altas temperaturas e exalam o oxigénio suficiente para manter a combustão. Podem reagir violentamente a água ou outros químicos e devem ser utilizados com cautela.

Como prevenir o fogo:
Classe A:
Os fogos de classe A podem-se prevenir através de alguns procedimentos de rotina:Manter os armazéns e as áreas de trabalho em perfeito estado de ARRUMAÇAO e LIMPEZA.
Colocar os desperdícios e panos de limpeza com óleos e gorduras, em contentores metálicos, fechados e ao abrigo de qualquer fonte de ignição.Esvaziar diariamente os recipientes do lixo.

Classe B e C:
Os fogos de classe B e C podem ser prevenidos se forem tomadas algumas PRECAUÇOES ESPECIAIS, quando trabalhar rodeado de gases, líquidos ou sólidos liquidificáveis:
Use substâncias inflamáveis unicamente em áreas bem ventiladas;
Mantenha-as em recipientes hermeticamente fechados, à prova de derrames e com fecho automático;
Armazene-os longe de fontes produtoras de faíscas;
Limite a capacidade dos recipientes portáteis a 19 litros cada;
Não guarde mais de 95 litros de líquido inflamável, a não ser que esteja num lugar de armazenamento apropriado para o efeito;
Assegure-se que o local onde o armazena os líquidos inflamáveis e os óleos se encontram, pelo menos, a 6 metros de distância do edifício.

Classe D:
A melhor maneira de prevenir os fogos de classe D e seguir sempre, as instruções e os procedimentos de segurança do fornecedor ou da sua empresa quando utilizar metais combustíveis tais como o magnésio, o potássio, o titânio e o sódio. Estes metais ardem a altas temperaturas e libertam oxigénio suficiente para manter a combustão.
O não comprimento das instruções pode originar acidentes graves.

Origem eléctrica:
Os FOGOS DE ORIGEM ELECTRICA são, na maioria dos casos, provocados pelo mau uso de equipamentos eléctricos no local de trabalho, e constituem a causa nº1 dos fogos produzidos nos locais de trabalho.
Verifique os cabos de ligação velha ou danificados, e as partes soltas ou partidas dos equipamentos eléctricos;
Previna o aquecimento dos motores, mantendo-os limpos e em bom estado de funcionamento;Não instale nos circuitos eléctricos, fusíveis ou outros aparelhos com características diferentes das especificadas;
Não sobrecarregue as tomadas de corrente eléctrica;
Verifique, imediatamente, qualquer aparelho que deite um cheiro peculiar;
(Normalmente e o primeiro sinal de que um incêndio está prestes a deflagrar).Os fogos com origem nos equipamentos eléctricos constituem um tipo de fogo especial que não se encontram regulamentado na normativa UNE-EN2, no entanto pode dar origem a qualquer tipo de fogo, segundo a natureza do combustível e com risco de electrocussão.

Tipos de extintores:
Segundo a norma europeia EN 3-1:1996, os extintores apresentam nos rótulos símbolos das classes a que representa.

Extintores de água:
São eficientes contra fogos de classe A, sobre combustíveis como: o papel, o cartão, a gordura. A água por efeito de arrefecimento faz baixar a temperatura do material, abaixo do ponto de combustão. Estes extintores usam água sob pressão, aplicada por jacto ou pulverizada.

Extintores de pó seco e espuma:
Usam-se, principalmente, sobre líquidos ou gases inflamáveis. São os mais recomendados para combater os fogos de classe B e C. Para apagar os fogos deste tipo e necessário evitar que os gases ou líquidos alcancem a fonte de ignição ou que iniciem uma reacção em cadeia.
Alguns pós especiais utilizam-se, também para combater fogos de classe D, metais combustíveis, uma vez que estes absorvem o calor dos materiais, arrefecendo-os abaixo da temperatura de ignição. Estes fogos reagem violentamente com água e outros produtos químicos.

Extintores de dióxido de carbono:
Utilizam-se principalmente, para fogos de origem eléctrica, ainda que também se possam utilizar sobre fogos de líquidos e gases inflamáveis. O co2 tem a vantagem de realizar a extinção sem sujar ou deteriorar as instalações eléctricas ou electrónicas.

Extintores de halogéneos:
A utilização de extintores de halogéneos esta a desaparecer porque a sua composição prejudica a camada do ozono. Como a substituição, ultimamente usam-se outros produtos como o FM 200; NAF SII e outros de similar eficácia extintora.
Como utilizar um extintor:
E muito importante saber como utilizar um extintor, em caso de incêndio:

1. Tirar a cavilha de segurança;
2. Apontar o extintor à base das chamas;
3. Premir o manipulo da válvula, enquanto segura o extintor na vertical;4. Dirigir o jacto á base das chamas de lado para cobrir a área do fogo, de uma forma regular e não precipitada.
Use o extintor apenas quando seja seguro faze-lo. Se o fogo e muito grave, ou ameaça atingir grandes proporções ou esteja prestes a bloquear a sua saída do local! Abandone imediatamente o local!

Plano de emergência:
É essencial ter um plano de emergência escrita no local de trabalho.Deve incluir todas as informações necessárias, e detalhadas, sobre como evacuar o edifício, assim como o nome das pessoas encarregadas da evacuação.Devem estar assinalados os caminhos de evacuação principais, secundários, e as saídas de emergência em cada andar do edifício;

Devem existir planos com os caminhos de evacuação e de saídas de emergência, com instruções simples;

Os encarregados ou responsáveis pelo plano de emergência devem delegar funções específicas aos outros trabalhadores, como, põe exemplo: verificar se todas as pessoas foram evacuadas;

Devem escolher trabalhadores para que sejam responsáveis por levar a lugar seguro os trabalhadores incapacitados ou diminuídos;

As escadas devem manter-se livres e sem qualquer tipo de material que dificulte ao bloqueie a evacuação;

Devem-se realizar simulações de incêndios a fim de seleccionar os problemas antes que surja uma situação de verdadeiro perigo. Durante a mesma comporte-se como se de um fogo real se tratasse.

Como evacuar um edifício:
Conheça e siga as instruções estabelecidas no plano de emergência da empresa;Proceda com calma, mas com rapidez durante a evacuação;

Nunca utilize os elevadores pois pode haver uma falha de energia e pode ficar preso dentro do mesmo;

Se é o ultimo a sair de uma sala feche a porta sem ser na fechadura. Ao trancar a porta pode interferir na investigação e nos esforços de resgate a efectuar pelos bombeiros;

Uma vez que chegue as escadas desça ate ao 1º andar e saia do edifício.Mantenha-se o mais próximo possível do chão para evitar os fumos e gases tóxicos;Se for possível tape o nariz e a boca com um pano húmido para respirar melhor.
Uma vez que esteja num lugar seguro, fora do edifício, dirija-se imediatamente ao ponto de concentração para que os responsáveis saibam que esta a salvo;Como reagir se ficar preso num incêndio:
1. Não se deixe arrastar pelo pânico. A rapidez e habilidade para pensar claramente podem salvar-lhe a vida;
2. Se houver um telefone disponível e acessível ligue para o nº de emergência ou para os bombeiros e indique-lhes a sua localização exacta;
3. Nunca abra a porta sem toca-la primeiro com o dorso da mão. “Se a porta estiver quente, procure outra saída. Se não existir mais nenhuma, sele as janelas à volta das portas com qualquer coisa disponível”;
4. Se tem problemas em respirar mantenha-se perto do chão, tente arejar o compartimento abrindo uma janela e caso seja necessário parta os vidros;
5. Se a roupa se incendiar, atire-se para o chão e de voltas sobre si mesmo. Não corra isso só vai alimentar o fogo com oxigénio, tornando-o maior. Se um colega seu estiver envolto em chamas, tente apagar as chamas envolvendo o seu corpo com um casaco, com um lençol ou um tapete.

A explosão resulta da libertação rápida e não controlada de uma dada quantidade de energia;

A energia assim libertada pode apresentar-se sob a forma de calor, luz, som e foça mecânica, se bem que nem sempre todas estas manifestações estejam presentes;

A fonte de energia de uma explosão é, a maior parte das vezes, uma reacção química, embora certas explosões resultem da libertação de energia mecânica ou nuclear. A norma Portuguesa NP-3874-1 (1994) distingue os fenómenos explosivos de deflagração e da denotação, caracterizada à primeira por uma velocidade de propagação inferior à do som e a segunda por uma velocidade de propagação superior à do som, com desenvolvimento de uma onda de choque;

Combustíveis sólidos em estado de divisão, poeiras, vapores de líquidos e gases inflamáveis podem, entre determinados limites de concentração, formar com o ar ou o oxigénio misturas explosivas;

Tais limites de concentração dominam-se limites de explosividade. Com efeito, para a maior parte dos vapores de líquidos, gases ou poeiras, acima da qual também não há propagação de chama: trata-se do limite superior de explosividade;

Estes limites exprimem-se em percentagens volumétricas, para vapores e gases, e em unidade de peso por unidade de volume, para poeiras.As atmosferas potencialmente explosivas podem ser detectadas mediante a utilização de aparelhos dominados explosimetros;

O princípio de funcionamento destes aparelhos consiste, geralmente, em provocar a oxidação catalítica de um gás e medir a elevação de temperatura produzida;

A célula de medida, na qual se faz circular a mistura gasosa, contem um elemento detector impregnado de catalisador que é mantido a uma temperatura suficiente para se conseguir a oxidação do gás. O elemento detector é montado em parte de wheatstone com um elemento de comparação e duas resistências eléctricas fixas;

A resistência eléctrica do detector, função do aquecimento devido à combustão, varia com a concentração do gás que atinge o valor máximo quando a mistura de gás/ar esta à concentração estaquiometrica.
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Resolução do Concelho de Ministros Nº31/89, de 15/09
Aprovou o regulamento de Segurança contra Incêndios em Edifícios de Administração Publica.

Decreto-lei nº 426/89, de6/12
Aprovou o Regulamento De Segurança contra Incêndios em Centros Urbanos Antigos.

Decreto-lei nº 64/90, de 21/02
Alterado pelo Decreto-lei nº 66/95, de 8/04 e pelo Decreto-lei nº250/94, de 15/10; aplicado à Região Autónoma da Madeira pelo Decreto Regulamentar Regional nº 24/92/M, de 15/09; aplicado à Região Autónoma dos Açores pelo Decreto Legislativo Regional nº 8/94/A, de 26/03.

Os artigos 7.º a 10.º do Regulamento de Segurança contra Incêndios em Edifícios de Habitação foram revogados pelo Decreto-lei nº 250/94, de 15 de Outubro.

Na sequência desta revogação, passa a competir à câmara municipal velar para que seja cumprido o Regulamento de Segurança contra a Incêndios em Edifícios de Habitação (artigo 68.º-B).
Tratando-se de edifícios não sujeitos a licença municipal, cabe à respectiva entidade licenciadora o cumprimento da obrigação prevista no número anterior;
A qualificação das paredes exteriores de construção não tradicional deve ser feita no quadro homologação a conceder pelo LNEC ao sistema construtivo em causa (5.º).

Decreto Legislativo Regional nº 25/92/A, de 27/10
Aprova medida de segurança contra incêndios nos estabelecimentos hoteleiros e similares e nos meios complementares de alojamento turístico nos Açores.

Decreto-Lei nº66/95, de 8/04
Aprovou o Regulamento de Segurança contra Incêndios em Parques de Estacionamento Cobertos.

Portaria nº 1457/95, de 12/12
Medidas de segurança contra riscos de incêndio aplicáveis na construção, instalação e funcionamento dos empreendimentos turísticos.

Portaria nº 1063/97, de 21/10
Aprovou o Regulamento de Segurança contra Incêndio em Empreendimentos turísticos.

Decreto-lei nº409/98, de 23/12
Aprovou o Regulamento de Segurança contra a Incêndios em Edifícios de Tipo Hospitalar.

Decreto-lei nº410/98, de 23/12
Aprovou o Regulamento de Segurança contra Incêndios em Edifícios de Tipo Administrativo.

Decreto-lei nº 414/98, de 31/12
Aprovou o Regulamento de Segurança contra a Incêndios em Edifícios Escolares.
Decreto-lei nº 368/99, de 18/09
Aprovou o Regulamento de Segurança contra Incêndios nos Estabelecimentos Comerciais e com área igual ou superior a 300m quadrados.
Portaria nº449/01, de 05/05
Cria o Sistema de Socorro de Luta Contra Incêndios.

Portaria nº1299/2001, de 21/11
Aprovou as medidas de segurança contra riscos de incêndios nos Estabelecimentos Comerciais e Serviços com área inferior a 300m quadrados (tinha sido inicialmente publicada em DR II Serie de 8 de Agosto através da Portaria nº 1372/2001).

Portaria nº 1275/2002, de 19/09
Aprovou as medidas de regulamentação Decreto-lei nº 409/98, de 23 de Dezembro.
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Portaria nº 1276/2002, de 19/09
Aprovou as medidas de regulamentação do Decreto-lei nº 410/98, de 23 de Dezembro.
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Portaria nº 1444/2002, de 7/11
Aprova as normas de segurança contra incêndios a observarem na exploração de estabelecimentos escolares.

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