..IntroduçãoNão há segunda oportunidade quando se trata do fogo
Os incêndios relacionados com o trabalho causaram a morte a centenas de pessoas e danos a um grande nº delas. No entanto, o fogo produzido no local de trabalho provoca tragédias que podem ser evitadas.
Com este trabalho espero ficar a saber um pouco mais como evitar e prevenir os incêndios, e dar a conhecer as suas medidas.
Elementos do fogoPodemos pensar no fogo como uma pirâmide, onde cada um dos seus lados representa um elemento diferente do mesmo. Para um fogo se reproduzir e necessário que se reúna os seguintes elementos:
Combustível: pode ser sólido, líquido ou gasoso;
Oxigénio: ainda que 21% do ar que respiramos seja composto por oxigénio, para começar o fogo requer apenas 16% de oxigénio da atmosfera;
Calor: e o que fornece a energia necessária para que os materiais combustíveis gerem vapores suficientes de maneira a que inicie a combustão;Reacção: quando o combustível, o oxigénio e o calor se combinam em quantidades correctas e nas condições apropriadas, produz-se uma reacção química em cadeia que dá origem ao fogo.
Sem um destes elementos o fogo não se poderá produzir.
Classes do fogo:
Os fogos classificam-se de acordo com os materiais ou classes de objectos que ardem.
A norma europeia EN2 1992 aprovada pelo CEN (comité europeu de normalização) classifica os fogos da seguinte maneira:
Classe A: produzidos por combustíveis sólidos, como madeira, o papel, carvão, etc. Cuja combustão realiza-se (normalmente) com a formação de brasasClasse B: produzidos por líquidos inflamáveis e sólidos liquidificáveis como a gasolina, a querosene, tintas, dissolventes de tinta, etc.
Classe C: produzidos por gases inflamáveis tais como metano, propano, gás natural, etc.
Classe D: produzidos por metais como o magnésio, o titânio, o potássio ou sódio.Estes metais ardem a altas temperaturas e exalam o oxigénio suficiente para manter a combustão. Podem reagir violentamente a água ou outros químicos e devem ser utilizados com cautela.
Como prevenir o fogo:
Classe A:
Os fogos de classe A podem-se prevenir através de alguns procedimentos de rotina:Manter os armazéns e as áreas de trabalho em perfeito estado de ARRUMAÇAO e LIMPEZA.
Colocar os desperdícios e panos de limpeza com óleos e gorduras, em contentores metálicos, fechados e ao abrigo de qualquer fonte de ignição.Esvaziar diariamente os recipientes do lixo.
Classe B e C:Os fogos de classe B e C podem ser prevenidos se forem tomadas algumas PRECAUÇOES ESPECIAIS, quando trabalhar rodeado de gases, líquidos ou sólidos liquidificáveis:
Use substâncias inflamáveis unicamente em áreas bem ventiladas;
Mantenha-as em recipientes hermeticamente fechados, à prova de derrames e com fecho automático;
Armazene-os longe de fontes produtoras de faíscas;
Limite a capacidade dos recipientes portáteis a 19 litros cada;
Não guarde mais de 95 litros de líquido inflamável, a não ser que esteja num lugar de armazenamento apropriado para o efeito;
Assegure-se que o local onde o armazena os líquidos inflamáveis e os óleos se encontram, pelo menos, a 6 metros de distância do edifício.
Classe D:A melhor maneira de prevenir os fogos de classe D e seguir sempre, as instruções e os procedimentos de segurança do fornecedor ou da sua empresa quando utilizar metais combustíveis tais como o magnésio, o potássio, o titânio e o sódio. Estes metais ardem a altas temperaturas e libertam oxigénio suficiente para manter a combustão.
O não comprimento das instruções pode originar acidentes graves.
Origem eléctrica:Os
FOGOS DE ORIGEM ELECTRICA são, na maioria dos casos, provocados pelo mau uso de equipamentos eléctricos no local de trabalho, e constituem a causa nº1 dos fogos produzidos nos locais de trabalho.
Verifique os cabos de ligação velha ou danificados, e as partes soltas ou partidas dos equipamentos eléctricos;
Previna o aquecimento dos motores, mantendo-os limpos e em bom estado de funcionamento;Não instale nos circuitos eléctricos, fusíveis ou outros aparelhos com características diferentes das especificadas;
Não sobrecarregue as tomadas de corrente eléctrica;
Verifique, imediatamente, qualquer aparelho que deite um cheiro peculiar;
(Normalmente e o primeiro sinal de que um incêndio está prestes a deflagrar).Os fogos com origem nos equipamentos eléctricos constituem um tipo de fogo especial que não se encontram regulamentado na normativa UNE-EN2, no entanto pode dar origem a qualquer tipo de fogo, segundo a natureza do combustível e com risco de electrocussão.
Tipos de extintores:
Segundo a norma europeia EN 3-1:1996, os extintores apresentam nos rótulos símbolos das classes a que representa.
Extintores de água:
São eficientes contra fogos de classe A, sobre combustíveis como: o papel, o cartão, a gordura. A água por efeito de arrefecimento faz baixar a temperatura do material, abaixo do ponto de combustão. Estes extintores usam água sob pressão, aplicada por jacto ou pulverizada.
Extintores de pó seco e espuma:
Usam-se, principalmente, sobre líquidos ou gases inflamáveis. São os mais recomendados para combater os fogos de classe B e C. Para apagar os fogos deste tipo e necessário evitar que os gases ou líquidos alcancem a fonte de ignição ou que iniciem uma reacção em cadeia.
Alguns pós especiais utilizam-se, também para combater fogos de classe D, metais combustíveis, uma vez que estes absorvem o calor dos materiais, arrefecendo-os abaixo da temperatura de ignição. Estes fogos reagem violentamente com água e outros produtos químicos.
Extintores de dióxido de carbono:
Utilizam-se principalmente, para fogos de origem eléctrica, ainda que também se possam utilizar sobre fogos de líquidos e gases inflamáveis. O co2 tem a vantagem de realizar a extinção sem sujar ou deteriorar as instalações eléctricas ou electrónicas.
Extintores de halogéneos:
A utilização de extintores de halogéneos esta a desaparecer porque a sua composição prejudica a camada do ozono. Como a substituição, ultimamente usam-se outros produtos como o FM 200; NAF SII e outros de similar eficácia extintora.
1. Tirar a cavilha de segurança;
2. Apontar o extintor à base das chamas;
3. Premir o manipulo da válvula, enquanto segura o extintor na vertical;4. Dirigir o jacto á base das chamas de lado para cobrir a área do fogo, de uma forma regular e não precipitada.
Use o extintor apenas quando seja seguro faze-lo. Se o fogo e muito grave, ou ameaça atingir grandes proporções ou esteja prestes a bloquear a sua saída do local! Abandone imediatamente o local!
Plano de emergência:É essencial ter um plano de emergência escrita no local de trabalho.Deve incluir todas as informações necessárias, e detalhadas, sobre como evacuar o edifício, assim como o nome das pessoas encarregadas da evacuação.Devem estar assinalados os caminhos de evacuação principais, secundários, e as saídas de emergência em cada andar do edifício;
Devem existir planos com os caminhos de evacuação e de saídas de emergência, com instruções simples;
Os encarregados ou responsáveis pelo plano de emergência devem delegar funções específicas aos outros trabalhadores, como, põe exemplo: verificar se todas as pessoas foram evacuadas;
Devem escolher trabalhadores para que sejam responsáveis por levar a lugar seguro os trabalhadores incapacitados ou diminuídos;
As escadas devem manter-se livres e sem qualquer tipo de material que dificulte ao bloqueie a evacuação;
Devem-se realizar simulações de incêndios a fim de seleccionar os problemas antes que surja uma situação de verdadeiro perigo. Durante a mesma comporte-se como se de um fogo real se tratasse.
Como evacuar um edifício:Conheça e siga as instruções estabelecidas no plano de emergência da empresa;Proceda com calma, mas com rapidez durante a evacuação;
Nunca utilize os elevadores pois pode haver uma falha de energia e pode ficar preso dentro do mesmo;
Se é o ultimo a sair de uma sala feche a porta sem ser na fechadura. Ao trancar a porta pode interferir na investigação e nos esforços de resgate a efectuar pelos bombeiros;
Uma vez que chegue as escadas desça ate ao 1º andar e saia do edifício.Mantenha-se o mais próximo possível do chão para evitar os fumos e gases tóxicos;Se for possível tape o nariz e a boca com um pano húmido para respirar melhor.
Uma vez que esteja num lugar seguro, fora do edifício, dirija-se imediatamente ao ponto de concentração para que os responsáveis saibam que esta a salvo;
Como reagir se ficar preso num incêndio:
1. Não se deixe arrastar pelo pânico. A rapidez e habilidade para pensar claramente podem salvar-lhe a vida;
2. Se houver um telefone disponível e acessível ligue para o nº de emergência ou para os bombeiros e indique-lhes a sua localização exacta;
3. Nunca abra a porta sem toca-la primeiro com o dorso da mão. “Se a porta estiver quente, procure outra saída. Se não existir mais nenhuma, sele as janelas à volta das portas com qualquer coisa disponível”;
4. Se tem problemas em respirar mantenha-se perto do chão, tente arejar o compartimento abrindo uma janela e caso seja necessário parta os vidros;
5. Se a roupa se incendiar, atire-se para o chão e de voltas sobre si mesmo. Não corra isso só vai alimentar o fogo com oxigénio, tornando-o maior. Se um colega seu estiver envolto em chamas, tente apagar as chamas envolvendo o seu corpo com um casaco, com um lençol ou um tapete.
A explosão resulta da libertação rápida e não controlada de uma dada quantidade de energia;
A energia assim libertada pode apresentar-se sob a forma de calor, luz, som e foça mecânica, se bem que nem sempre todas estas manifestações estejam presentes;
A fonte de energia de uma explosão é, a maior parte das vezes, uma reacção química, embora certas explosões resultem da libertação de energia mecânica ou nuclear. A norma Portuguesa NP-3874-1 (1994) distingue os fenómenos explosivos de deflagração e da denotação, caracterizada à primeira por uma velocidade de propagação inferior à do som e a segunda por uma velocidade de propagação superior à do som, com desenvolvimento de uma onda de choque;
Combustíveis sólidos em estado de divisão, poeiras, vapores de líquidos e gases inflamáveis podem, entre determinados limites de concentração, formar com o ar ou o oxigénio misturas explosivas;
Tais limites de concentração dominam-se limites de explosividade. Com efeito, para a maior parte dos vapores de líquidos, gases ou poeiras, acima da qual também não há propagação de chama: trata-se do limite superior de explosividade;
Estes limites exprimem-se em percentagens volumétricas, para vapores e gases, e em unidade de peso por unidade de volume, para poeiras.As atmosferas potencialmente explosivas podem ser detectadas mediante a utilização de aparelhos dominados explosimetros;
O princípio de funcionamento destes aparelhos consiste, geralmente, em provocar a oxidação catalítica de um gás e medir a elevação de temperatura produzida;
A célula de medida, na qual se faz circular a mistura gasosa, contem um elemento detector impregnado de catalisador que é mantido a uma temperatura suficiente para se conseguir a oxidação do gás. O elemento detector é montado em parte de wheatstone com um elemento de comparação e duas resistências eléctricas fixas;
A resistência eléctrica do detector, função do aquecimento devido à combustão, varia com a concentração do gás que atinge o valor máximo quando a mistura de gás/ar esta à concentração estaquiometrica.
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Resolução do Concelho de Ministros Nº31/89, de 15/09
Aprovou o regulamento de Segurança contra Incêndios em Edifícios de Administração Publica.
Decreto-lei nº 426/89, de6/12
Aprovou o Regulamento De Segurança contra Incêndios em Centros Urbanos Antigos.
Decreto-lei nº 64/90, de 21/02
Alterado pelo Decreto-lei nº 66/95, de 8/04 e pelo Decreto-lei nº250/94, de 15/10; aplicado à Região Autónoma da Madeira pelo Decreto Regulamentar Regional nº 24/92/M, de 15/09; aplicado à Região Autónoma dos Açores pelo Decreto Legislativo Regional nº 8/94/A, de 26/03.
Os artigos 7.º a 10.º do Regulamento de Segurança contra Incêndios em Edifícios de Habitação foram revogados pelo Decreto-lei nº 250/94, de 15 de Outubro.
Na sequência desta revogação, passa a competir à câmara municipal velar para que seja cumprido o Regulamento de Segurança contra a Incêndios em Edifícios de Habitação (artigo 68.º-B).
Tratando-se de edifícios não sujeitos a licença municipal, cabe à respectiva entidade licenciadora o cumprimento da obrigação prevista no número anterior;
A qualificação das paredes exteriores de construção não tradicional deve ser feita no quadro homologação a conceder pelo LNEC ao sistema construtivo em causa (5.º).
Decreto Legislativo Regional nº 25/92/A, de 27/10
Aprova medida de segurança contra incêndios nos estabelecimentos hoteleiros e similares e nos meios complementares de alojamento turístico nos Açores.
Decreto-Lei nº66/95, de 8/04
Aprovou o Regulamento de Segurança contra Incêndios em Parques de Estacionamento Cobertos.
Portaria nº 1457/95, de 12/12
Medidas de segurança contra riscos de incêndio aplicáveis na construção, instalação e funcionamento dos empreendimentos turísticos.
Portaria nº 1063/97, de 21/10
Aprovou o Regulamento de Segurança contra Incêndio em Empreendimentos turísticos.
Decreto-lei nº409/98, de 23/12
Aprovou o Regulamento de Segurança contra a Incêndios em Edifícios de Tipo Hospitalar.
Decreto-lei nº410/98, de 23/12
Aprovou o Regulamento de Segurança contra Incêndios em Edifícios de Tipo Administrativo.
Decreto-lei nº 414/98, de 31/12
Aprovou o Regulamento de Segurança contra a Incêndios em Edifícios Escolares.
Decreto-lei nº 368/99, de 18/09
Aprovou o Regulamento de Segurança contra Incêndios nos Estabelecimentos Comerciais e com área igual ou superior a 300m quadrados.
Portaria nº449/01, de 05/05
Cria o Sistema de Socorro de Luta Contra Incêndios.
Portaria nº1299/2001, de 21/11
Aprovou as medidas de segurança contra riscos de incêndios nos Estabelecimentos Comerciais e Serviços com área inferior a 300m quadrados (tinha sido inicialmente publicada em DR II Serie de 8 de Agosto através da Portaria nº 1372/2001).
Portaria nº 1275/2002, de 19/09
Aprovou as medidas de regulamentação Decreto-lei nº 409/98, de 23 de Dezembro.
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Portaria nº 1276/2002, de 19/09
Aprovou as medidas de regulamentação do Decreto-lei nº 410/98, de 23 de Dezembro.
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Portaria nº 1444/2002, de 7/11
Aprova as normas de segurança contra incêndios a observarem na exploração de estabelecimentos escolares.